Negociação com o Banco do Brasil tem avanços pontuais, mas principais reivindicações seguem sem resposta

A rodada de negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a direção do BB, realizada nesta quarta-feira (19), terminou com avanços pontuais, mas sem propostas concretas para as principais reivindicações econômicas da categoria.

Entre os pontos apresentados pelo banco está a inclusão, no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), de políticas de ações afirmativas que priorizem mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e pessoas não brancas nos processos seletivos internos.

O BB também propôs garantir seis meses de estabilidade na função comissionada para funcionárias vítimas de violência doméstica após o retorno ao trabalho. Outra medida prevê redução da jornada para mulheres em lactação induzida, incluindo casos de adoção e casais homoafetivos em que ambas as mães sejam funcionárias do banco.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié e integrante da CEBB, Fabiano Miranda, as medidas representam avanços, mas ainda são insuficientes diante das reivindicações da categoria.

“São medidas importantes, mas ainda muito pouco diante do conjunto de reivindicações. As principais questões econômicas continuam sem respostas, especialmente as que envolvem valorização salarial, carreira e condições de trabalho”, afirmou.

O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e membro da CEBB, Fabio Ledo, também avaliou que é necessário avançar em pontos fundamentais para os funcionários, como o aumento do piso, a implantação de um novo Plano de Carreiras e Remuneração (PCR) e o fim das metas abusivas.

Próxima rodada

Ainda não há data definida para a próxima rodada específica de negociação entre o Banco do Brasil e os funcionários. A CEBB permanecerá em plantão permanente para acompanhar as negociações.

O Sindicato dos Bancários de Jequié também reforça a importância da mobilização nacional da categoria nesta quinta-feira (20), como forma de pressionar os bancos a apresentarem propostas concretas para as reivindicações dos trabalhadores.

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