O Sindicato dos Bancários de Jequié e Região, representado pelo presidente Fabiano Miranda, esteve presente na Audiência Pública promovida pela Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia, realizada na manhã da última sexta-feira (15/8), em Salvador.
Com o tema central da luta contra o fechamento de agências, a terceirização e a precarização dos serviços bancários, a audiência foi proposta pelo deputado Bobô (PCdoB) e reuniu representantes de diversas entidades, entre elas o Tribunal Regional do Trabalho, Procon, Associação Baiana de Advogados Trabalhistas (ABAT), Comissão de Relações Sindicais da OAB-BA, CTB Bahia, Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esportes (Setre), além da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feebbase) e sindicatos filiados.
Apesar de convidados, os representantes dos bancos não compareceram ao debate e também não apresentaram justificativa para a ausência.
Durante o encontro, foram apresentados dados que evidenciam a contradição entre os lucros recordes das instituições financeiras e o fechamento de unidades bancárias. No primeiro semestre de 2025, Bradesco, Itaú e Santander lucraram juntos R$ 21,234 bilhões, ao mesmo tempo em que fecharam 600 agências e demitiram centenas de funcionários. A Bahia é um retrato dessa realidade: mais de 30 municípios ficaram sem agências bancárias em 2024, obrigando a população a se deslocar para cidades vizinhas em busca de atendimento.
Para Fabiano Miranda, a participação do sindicato nesse espaço reforça o compromisso com a defesa da categoria e da sociedade:
“O fechamento de agências e a precarização dos serviços não afetam apenas os bancários, mas impactam diretamente a população, sobretudo nas cidades do interior. Nossa presença aqui é para reafirmar que não aceitaremos retrocessos e que seguimos mobilizados em defesa dos empregos, dos direitos e de um sistema bancário que atenda às necessidades do povo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié e Região.
O encontro concluiu que a luta contra a precarização do setor bancário é uma pauta coletiva, que envolve não apenas os trabalhadores, mas toda a sociedade, uma vez que o desmonte dos serviços impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros.
