Cresce pressão pela exoneração de Campos Neto

Não dá mais para manter Roberto Campos Neto no Banco Central. Bolsonarista raiz, mostra disposição para sabotar o governo Lula e, consequentemente, o país ao insistir em manter a Selic em 13,75% ao ano, mesmo com a pressão de setores conservadores, como parte do mercado financeiro.

Desde o início do governo Lula, as centrais sindicais reivindicam a redução da taxa básica de juros – a mais alto do mundo – para que o Brasil volte a crescer e gerar emprego e renda. Agora, a luta ganha novo corpo e a defesa é pela exoneração de Campos Neto da presidência do BC.

Em nota conjunta, as entidades reivindicam uma proposta de destituição dele do cargo, que deve ser submetida ao presidente Lula. Na justificativa argumentam o descumprimento dos objetivos do BC.

Pela legislação, o Banco Central deve assegurar estabilidade de preços para o controle da inflação. Mas, segundo a nota, em 2021, o IPCA ficou em 10,06%, maior índice desde 2015 e muito acima da meta de 5,25%. Em 2022, novamente, o BC foi incapaz de garantir estabilidade monetária, com o IPCA fechando ano em 5,79%, acima da meta 5%.

Para além disso, a inflação segue controlada desde janeiro. Em queda, inclusive. Em maio, houve desaceleração e o IPCA ficou em 0,23%. Desta forma, no acumulado do ano o índice é de 2,95%.

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