Assédio moral tem de ser combatido no ambiente de trabalho

O combate ao assédio moral no local de trabalho é um tema recorrente no movimento sindical, mas a falta de ferramentas para impedir a prática, canais de denúncias e conscientização contribuiu para a criação de uma realidade de subnotificação de casos no Brasil.

Em relação ao assédio, ainda existem dois fenômenos chamados de vertical e horizontal, sendo que o primeiro se caracteriza por relações autoritárias, desumanas e aéticas com onde predominância de desmandos, manipulação do medo e competitividade e o segundo é relacionado à pressão para produzir com qualidade e baixo custo.

Para piorar, os assédios de cunho sexual também assombra. Dados do MPT (Ministério Público do Trabalho) mostram o aumento no volume de denúncias em locais de trabalho foi maior em 2022. As queixas recebidas pelo órgão até junho representavam 63% das notificações de todo o ano de 2021. Foram 300 denúncias até junho de 2022, contra 474 do ano anterior.

Caixa
No setor financeiro, a situação não é diferente. Em decorrência do resultado do relatório do MPT da investigação da Ação Civil Pública contra a Caixa após s denúncias de assédio sexual e moral atribuídas ao então presidente do banco, Pedro Guimarães, no ano passado, foi constado que a média de queixas por assédio na empresa entre 2012 e 2018 era de 80 por ano. Em 2019 até a saída do ex-presidente em 2022, a média anual era de 157 denúncias. Após a exposição pública das ocorrências contra Guimarães, chegaram a 561.

É fundamental aprimorar políticas de enfrentamento de todos os tipos de agressão contra a mulher, seja física, psicológica, econômica ou sexual, no ambiente doméstico, público ou no local de trabalho.

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