Mesmo com aumento real anunciado pelo governo Lula, o salário mínimo, que, com Bolsonaro, ficou sem reajuste acima da inflação, ainda é insuficiente para cobrir as despesas do mês. O Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) indica que se o Programa de Valorização do Salário Mínimo não tivesse sido interrompido, atualmente o valor seria R$ 1.382,71, equivalente a alta de 6,2%.
Nos últimos anos, sob os governos de Jair Bolsonaro e Michel Temer, os brasileiros sofreram com inúmeros desmontes, inclusive do salário mínimo. Agora, Lula tenta reparar a crueldade feita com os trabalhadores.
Em nota, as centrais sindicais defendem um valor maior para a remuneração dos trabalhadores e que a negociação seja feita com o movimento sindical. Também questionam sobre a correção da tabela do Imposto de Renda, se a nova faixa for fixada em R$ 2.640,00, como dito pelo presidente Lula, a correção seria de 38,66% sobre o valor anterior, de R$ 1.903,00.
Vale lembrar que no início do mês o ministro da Fazenda, Fernando Haddad confirmou a elevação do piso nacional de R$ 1.302,00 para R$ 1.320,00, a partir de 1º de maio. O salário atual é 1,4% maior que a inflação acumulada em 2022.
