Negociações sobre o ACT são encerradas no Santander

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander se reuniram nesta quarta-feira (14/9) e encerraram as negociações para a renovação do Acordo Coletivo de trabalho (ACT) específico. A redação do documento está sendo finalizada e os sindicatos devem realizar assembleias na próxima semana para que os funcionários do banco analisem a proposta.

Entre os principais avanços no ACT estão a extensão do período de amamentação de nove para 12 meses; reajuste do valor das bolsas de graduação e pós-graduação pelo INPC em 2023 e 2024; inclusão de uma cláusula de repúdio à violência contra a mulher onde o banco se compromete a apoiar bancárias vítimas de violência; termo de relações laborais para prevenir e coibir o assédio moral e sexual, além da manutenção do pagamento de PLR e Programa Próprio sem compensação de um pelo outro, como pretendia o banco.

Os bancários do Santander conquistaram ainda o reajuste de 8% no Programa Próprio de Resultados (PPRS), que será pago em fevereiro de 2023 em parcela única no valor de R$ 3.355,73; em fevereiro de 2024, será pago o valor reajustado pelo INPC do período, mais 0,5%. Estão mantidas também as faixas de renda do PPRS – o banco queria subir de 13% para 16%; de 13% a 23% para 16% a 26% e acima de 23% para 26%.

Em contraponto, o Santander se manteve irredutível e não aceitou interromper o processo de terceirização de funcionários do banco para outras empresas da holding e também não aceitou renovar os termos de compromisso do Banesprev e da Cabesp, o que sinaliza uma postura de indisposição ao diálogo.

As assembleias para avaliação do acordo estão previstas para o dia 22 de setembro. Caso seja aprovado, a assinatura acontecerá no dia 27. O ACT terá validade retroativa ao dia 1º de setembro de 2022 a 31 de agosto de 2024.

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