Negras estão bem longe dos cargos de liderança

A luta das mulheres por igualdade de gênero e no combate a discriminação de todas as formas é bandeira antiga. No mercado de trabalho, principalmente para as trabalhadoras negras e aquelas que pertencem a outros grupos de vulnerabilidade, como transexuais, lésbicas, mulheres com deficiência e acima dos 50 anos, a situação é ainda complicada.

Os dados confirmam. Entre 900 líderes (nível de gerência para cima), apenas 25% são mulheres, sendo que apenas 3% são negras, aponta estudo da consultoria Gestão Kairós, especializada em diversidade.

Quando analisados mais de 23 mil profissionais que não ocupam cargos de liderança, foi constatado que 32% são mulheres. Neste caso, o número de negras aumenta para 9%, mas ainda é sub-representado.

Além disso, o levantamento mostra que as mulheres que integram os grupos de vulnerabilidade também são sub-representadas no mercado de trabalho. As lésbicas são menos de 1% entre as líderes, seguidas pelas bissexuais, que são 1,1%. Já as mulheres trans são 0,3% entre as líderes no censo e as mulheres com deficiência são 0,6%.

Fonte: BancáriosBahia

 

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