O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quarta-feira (29), em São Paulo, para preparar a rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), marcada para esta quinta-feira (30).
Durante a Campanha Nacional Unificada, a categoria vai reivindicar reajustes acima da inflação para salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação, vale-refeição e demais verbas remuneratórias.
Segundo dados apresentados pelo Dieese, o setor bancário segue entre os mais lucrativos do país. Em 2025, os cinco maiores bancos registraram lucro de R$ 124 bilhões e, apenas no primeiro trimestre de 2026, alcançaram R$ 29,8 bilhões em resultados.
Apesar do crescimento dos lucros, os bancários apontam redução nos investimentos em trabalhadores. De acordo com o Comando, as despesas com pessoal caíram nos últimos anos, enquanto aumentou a participação das tarifas cobradas dos clientes na cobertura desses custos.
A categoria também defende a valorização dos benefícios. O tíquete refeição atual, de R$ 53,33 por dia, é considerado insuficiente diante do preço médio das refeições nas principais capitais brasileiras.
Outro ponto de reivindicação é a PLR. Os representantes dos trabalhadores afirmam que, mesmo com os altos lucros dos bancos, a parcela destinada aos funcionários vem diminuindo nos últimos anos.
Além das reivindicações salariais, o Comando Nacional critica a diferença entre a remuneração dos trabalhadores e dos altos executivos. Em 2025, diretores de grandes bancos receberam milhões de reais em remuneração anual, valores muito superiores à média recebida pelos bancários.
A negociação com a Fenaban deve definir os próximos passos da Campanha Nacional dos Bancários.
