Em visita à Universidade Caixa, nesta terça (13/6), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) voltou a cobrar a recriação das filiais das gestão de pessoas (Gipes), que foram extintas no governo Bolsonaro, além da ampliação dos cursos de formação ofertados aos bancários.
Para os representantes dos trabalhadores, as Gipes são essenciais para atendimento das demandas dos empregados no dia a dia e sua falta aumenta as chances de adoecimento nos locais de trabalho, principalmente em razão do assédio pela cobrança de metas. Os representantes da Caixa alegaram que o assunto está em análise e que para este ano não há previsão orçamentária.
O movimento sindical bancário sempre defendeu a necessidade de uma área específica de gestão de pessoas, considerada imprescindível não só para o processo de reconstrução da Caixa que o Brasil precisa, mas também para o cuidado com seus trabalhadores.
Outro ponto debatido durante a visita foi ampliação da oferta de programas de formação. A Comissão reivindicou ainda que os cursos sejam realizados durante o horário de trabalho, conforme está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e trilhas temáticas na UC (Universidade Caixa) Play fora do ambiente Caixa.
A CEE avalia que a Universidade Caixa precisa ser fortalecida através das ações presenciais e a Caixa sinalizou positivamente a esta demanda. Os representantes dos empregados criticaram as certificações sem tempo de estudo para o pessoal da agência, apenas para cumprir metas.
No encontro, os representantes do banco apresentaram a estrutura da Vice-Presidência de Pessoas (Vipes) e da Universidade Caixa. Os membros da Comissão consideraram a nova estrutura Vipes um avanço, com resgate de um atendimento mais próximo como havia antes.
Atendendo uma reivindicação das entidades sindicais e associativas, a Caixa anunciou também a retomada dos cursos de integração para os novos empregados.
