Ano começa com redução de empregos nos bancos

A manutenção dos empregos deve continuar sendo a principal luta dos bancários em 2023. O ano já começou com o saldo negativo de 319 vagas de trabalho no setor em janeiro, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número é resultado de 3.464 desligamentos e 3.145 admissões, comprovando o grande risco que os funcionários dos bancos correm todos os dias.

A rotatividade no setor é assustadora e mostra outra face vergonhosa dos bancos para diminuir custos: demitir os trabalhadores mais velhos com salários maiores, para contratar outros mais jovens pagando menos. Em janeiro, o salário mensal médio de um bancário admitido foi de R$ 6.395,43, enquanto o do desligado somou R$ 7.214,62. Ou seja, a remuneração média do contratado correspondeu a 88,6% do desligado.

Na prática, os bancos não valorizam os seus funcionários, pois jogam fora anos de conhecimento e experiência acumulada para economizar na remuneração.

Os banqueiros também não se importam com o atendimento aos clientes, pois investem cada vez mais no atendimento eletrônico, diminuindo o número de agências e de bancários. Com isso, os clientes sofrem com as filas, enquanto os bancários adoecem com a sobrecarga de trabalho.

Isso mesmo com lucros cada vez maiores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *