Caixa impõe teto de gastos para o plano de saúde dos empregados

Mais uma péssima notícia para os empregados da Caixa. Sem nenhuma negociação com os representantes da categoria, a direção da empresa incluiu no novo estatuto uma limitação na participação do custeio benefícios de assistência à saúde, que será de 6,5% das folhas de pagamento e proventos. 

Além disso, o modelo de custeio imposto leva em consideração no cálculo do teto os gastos fiscais e administrativos, que no modelo atual são de responsabilidade exclusiva da Caixa. Pela redação do estatuto, ao estourar o limite, o novo modelo vai impactar em maiores custos ao trabalhador a partir de 2020.

A mudança é absurda e desrespeita o processo de negociação com os bancários, uma vez que o modelo atual do Saúde Caixa, no qual o banco é responsável por 70% do custo assistencial, é resultado da luta dos empregados e está previsto no acordo coletivo. A categoria não aceitará a imposição do teto e vai defender essa tão importante conquista para ativos e aposentados.

A proposta de limitação de custeio do plano de saúde já havia sido rejeitada pela representação dos empregados na reunião do dia 9 de novembro do ano passado, após a direção da Caixa não dar garantia de emprego e negar outros pontos essenciais aos trabalhadores como, por exemplo, a incorporação de função. 

Os trabalhadores devem se unir e ampliar a mobilização contra mais esta maldade da direção da Caixa. A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe vai cobrar que o banco reveja esta mudança. que traz grandes prejuízos para os empregados. 

Modelo atual

Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% das despesas assistenciais, e os empregados, 30%. Os custos administrativos são todos de responsabilidade da Caixa. A porcentagem relativa aos trabalhadores é mantida por meio de 2% do valor do salário, mais 20% de coparticipação nos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400. O atual modelo de custeio não discrimina idade, faixa salarial ou se o empregado é aposentado ou da ativa. Todos pagam o mesmo valor.

Reajuste suspenso

Em 26 de janeiro do ano passado, a direção da Caixa divulgou comunicado informando aumentos no Saúde Caixa, que entrariam em vigor a partir de 1º de fevereiro de 2017. O valor passaria de 2% para 3,46% da remuneração base. Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de R$ 2.400 para R$ 4.209,05. O aumento, porém, foi suspenso por liminar judicial, expedida no âmbito de uma ação impetrada pela Contraf-CUT, Fenae e sindicatos. Nova audiência está marcada para o dia 23 de janeiro.

Com informações da Fenae