Marcel Cardim destaca a importância dos bancos públicos na retomada do crescimento

A ofensiva do governo federal contra as empresas públicas acende, mais uma vez, um sinal iminente de alerta. Diante do atual desmonte das bases da democracia brasileira, apenas a informação verdadeira – através de palestras, discussões e esclarecimentos – poderá reconduzir a pauta cidadã à ordem do dia e retomar o fortalecimento da classe trabalhadora. É hora de dialogar, com todas e todos, e em todos os lugares, sobre o que acontece em nosso país – e de nos mobilizarmos em relação ao desmonte estabelecido por Temer e sua trupe.

O Presidente do Sindicato dos Bancários de Jequié e Região, Marcel Cardim, defende a retomada da oferta de crédito e a redução das taxas de juros praticadas pelos bancos públicos oficiais, como forma de aquecer a economia. De acordo com o sindicalista, em um passado recente instituições como o BNDES, Banco do Brasil e Caixa contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do País. “Durante a crise mundial de 2009, ainda no governo do presidente Lula, foi feita a política anticíclica para enfrentar aquele momento com a ampliação da oferta de crédito pelos bancos públicos, do BNDES, da Caixa e do Banco do Brasil. Depois, tivemos os bancos públicos reduzindo os juros e incentivando também a redução de juros pelos bancos privados”, relembrou Cardim.

O líder sindical ainda criticou ações adotadas pelo governo Temer para enfraquecer os bancos públicos, como o fechamento de agências – principalmente da Caixa e do Banco do Brasil – e o incentivo às “demissões voluntárias”. “Tudo visando a uma possível privatização no futuro”, alertou Marcel Cardim.

Além dessas medidas, o sindicalista destacou que é necessário o país recuperar a estabilidade política, duramente afetada por um governo que tem seu presidente respondendo por graves acusações no STF, e que é refém do sistema financeiro privado, não havendo interesse nos bancos públicos e segurança para novos investimentos no País. “O desmonte precisa ser contido. Trabalhadores não só do sistema bancário, mas de toda a sociedade, têm à frente um grave desafio: ampliar e difundir a discussão sobre a importância dos bancos públicos fortes, como instrumentos de fomento ao crédito e políticas sociais do país. Porque, se prevalecer a marcha rumo à destruição destas instituições, o país não voltará a crescer e novos empregos não serão criados. Deles, dos bancos públicos, depende o efetivo desenvolvimento econômico e social brasileiro”, ressaltou Marcel Cardim.