Jequié/BA.

Bancos continuam demitindo e precarizando o trabalho


Ganância e desrespeito com o trabalhador continuam sendo as principais marcas dos bancos que atuam no Brasil. Isto fica evidente nos dados da Pesquisa do Emprego Bancário (PEB) divulgados na sexta-feira (28/10) pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). O estudo mostra que os bancos fecharam 9.258 postos de trabalho de janeiro a setembro de 2016, demitindo na sua maioria funcionários mais velhos e com maiores salários.

Trabalhadores com mais de 50 anos e salários em torno de R$ 9 mil representam 62% das vagas extintas e foram trocados por outros de menos de 24 anos de idade, que vão ganhar pouco mais de R$ 2.300, em média.  A diferença salarial é uma das principais razões para a troca de funcionários nos bancos, que costumam descartar também os trabalhadores adoecidos pela pressão e assédio constantes no local de trabalho.

Esta é uma prática abusiva dos bancos, que traz grandes prejuízos para bancários e clientes, que acabam sofrendo com as grandes filas nas agências.

Ainda, segundo a pesquisa, São Paulo foi o estado onde ocorreram mais cortes, com 4.383 postos a menos, seguido pelo Rio de Janeiro, que fechou 1.463 postos (15,8%), o Paraná, com 678 postos extintos (7,3%) e Minas Gerais com menos de 620 postos (6,7% do total). A Bahia perdeu 209 postos de trabalho, enquanto Sergipe ganhou 3 novas vagas.

A pesquisa mostra também que os “Bancos múltiplos, com carteira comercial”, CNAE que engloba grandes instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil foram os principais responsáveis pelo saldo negativo, fechando 7.302 postos de trabalho (78,9% do total). A Caixa cortou outras 1.992 vagas (21,5%).